quarta-feira, 9 de maio de 2012

Poema Incidental

Há dias
Venho sofrendo
Pelo amor de alguém...
O que venho padecendo
Só Deus sabe,
Mais ninguém...
Tem gente botando terra
Pra ver se a terra aterra
E o amor desaparece.
Mas terra e amor não mata
Porque amor é que nem batata,
Com terra em cima é que cresce.

Santanna, o Cantador

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pedido

Ao te ver
Meu coração palpita,
Minha mente aflita,
Passo a tremer...

Acho que é paixão
Que transborda o coração.
Deixa-me sonhando acordado
Desejando ficar ao teu lado...

Todos os dias penso em ti e fico assim.
Sem qualquer maldade,
Quero que me dê a felicidade
De ter você pra mim...

Esqueço do mundo, estando contigo.
Tu já és meu abrigo.
Não preciso de mais nada,
Apenas de você para ser minha namorada.

07/05/12 - 11h51m

sábado, 5 de maio de 2012

Triste solidão (poemeto)

Tantos poemas
Muitos problemas
Uma multidão
E eu na solidão.
Estrada longa
Distância curta.
Ao meu redor, quantas pessoas!
Não sei se ruins ou boas...
Sei que não tenho você.

05/05/12 - 14h06m

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Loucuras Emocionais

O caos, na minha mente, se instala.
Pensamentos, palavras, possíveis gestos...
Tudo isso cada vez mais me abala.
Cada um demonstrando seu manifesto...

Acelera o coração,
Libera a adrenalina,
Suam minhas mãos...
Tudo por tua causa, doce menina.

Por que isso acontece?
Isso, realmente, não sei dizer...
E por que, então, me enlouquece?
Deve ser porque verei você.

                                    27/04/2012 - 16h37m

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Adorável Mundo Novo

Quero viver num mundo novo
Onde as pessoas cresçam
Para serem crianças.

Quero viver num mundo novo
Onde a pessoa "mais rica"
Seja a que dê a mais alta gargalhada.

Quero viver num mundo novo
Onde uma brincadeira de criança
Seja o trabalho sério dos adultos.

Quero viver num mundo novo
Um mundo surreal
Um mundo meu.

18/05/2011  23h56m


Este poema foi escrito há quase um ano e encontra-se disponível também no livro "Rastros de um Decênio" da Academia Serra-talhadense de Letras (ASL), onde participei como escritor convidado.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A um Burguês

Tu, ventrudo burguês analfabeto,
Escultura rotunda da irrisão
Para quem um viver mais limpo e reto
Consiste em ser avaro e ter balcão.

Tu que resumes todo o teu afeto
No dinheiro - o metal da sedução
Pelo qual negocias, abjeto,
Tua esposa, teu lar, teu coração;

Escuta, ó ignorantaço, o que te digo:
Esse ouro protetor, que é teu amigo,
Que te deu o conforto de um paxá,

Pode comprar qualquer burguês cretino,
Mas a lira de um vate peregrino
Não compra, não comprou, não comprará!

Emygdio de Miranda
O Vate peregrino

Quem matou o reinado da boa infância?

Acho estranho quando voou apertar a mão de alguém e esse gesto sai de forma conturbada. Fico imaginando o que a pessoa deve pensar sobre mim. Afinal de contas, ao meu pensar, um aperto de mão e um olhar conseguem traduzir mais do que palavras sem par que largamos boca a fora. Gosto de apertos de mão firmes e olhares sinceros. Gosto de conversas "olho no olho", sentado num banco de praça. Claro que a correria diária não nos permite que façamos isso com frequência. Infelizmente!
O que hoje as redes sociais estão conseguindo extinguir, pra mim é essencial: não há coisa melhor do que a conversa pessoal. Não se consegue criar um "clima" pela tela do computador. Não se pode perceber os gestos da pessoa ou saber se ela está sendo sincera simplesmente ao modo que ela digita. Um pouco de contato social não faz mal a ninguém!
Venhamos e convenhamos, aquela coisa do primeiro amor da infância ou das brincadeiras que se faziam antigamente não existem mais. Não vejo mais meninos brincando na rua com peões ou pipas, bola ou rouba-bandeira. O que vejo hoje são meninos brincando de jogos "online", conversando com sua namorada virtual... Mas não conseguem manter uma conversa normal.
Será que dá tempo de mudar? Vamos pensar e tentar!

terça-feira, 24 de abril de 2012

O Coração


Num passado não tão distante eu amei, fui fiel, me dediquei, estive sempre perto apoiando e ajudando. Meu coração estava totalmente entregue àquele amor e acabou se dando muito mal. Ele sofreu e muito! Mas não pense que ele nunca mais vai gostar de alguém. Hoje se alguém quiser gostar de mim, que o faça! Não farei a pessoa sofrer ou passar pelas mesmas coisas que passei - ela não tem culpa do que aconteceu comigo! Serei a mesma pessoa. Só penso que, por medo de passar pelas mesmas coisas uma segunda vez, meu coração não vá se entregar tanto quanto da primeira, portanto, não pense que eu não esteja gostando, ou que esteja sendo frio, ou que não me importe. É meu coração que pede pra ir devagar para que não se despedace novamente.

Jogo da Vida

Nunca fui um exímio enxadrista. Conheço bem o movimento das peças do jogo, mas minha falta de conhecimento está em não saber as consequências de um movimento que eu possa vir a fazer.
Para se ter uma ideia, a maior perda que eu tive não foi de algo que tinha e agora não mais: foi algo que eu perdi de conquistar. E as lágrimas dessa derrota para mim mesmo, são as que mais doem na minha pequena vida.
27/12/2011 - 7h02m

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nem tudo que parece, é

               "Atenção, atenção, atenção! Furo de Notícia! Notícia em primeira mão. Assalto em agência bancária da cidade".
               "Por favor, você que me ouve agora não desligue o rádio, a coisa é mais séria do que se possa imaginar. Muitos estampidos são ouvidos no interior da agência. Já temos notícias de que existem mortos e muitos feridos lá dentro. Muitos reféns estão presos nos banheiros..."
               "Não desligue o rádio, por favor! No piso da agência pode-se ver o corpo de um bandido morto, mas ainda existem uns quatro lá dentro no comando da operação".
               "Atenção polícia, socorro, assalto! Fechem as saídas da cidade! Não sabemos se algum bandido conseguiu escapar nem quantos milhões conseguiu levar."
               Com isso, foi-se formando uma rede de boatos via telefone e em pouco tempo toda a cidade vivia um clima de horror... Em frente ao banco, pouco a pouco foi-se formando uma multidão de pessoas curiosas e apavoradas.
               Dentro da agência, de vez em quando, alguém se promovia a anjo e tentava passar pela vidraça da frente e só descobria não sê-lo quando se esfolava nos estilhaços.
               No meio da multidão, mil e uma versões eram contadas e ouvidas... E enquanto isso um repórter inconsequente continuava a levar as suas versões cada vez mais longe através das ondas da emissora.
               E então, as TV's locais começaram a registrar tudo; de repente, corpo de bombeiros, polícias civil, militar, rodoviária, começaram a chegar.
               Simultaneamente, todos invadem o recinto e tudo fica esclarecido: bombeiros rebocam um homem ferido à bala que teve um surto de loucura e, sem arma, anunciou um assalto que assustou um vigilante frouxo que, no reflexo, disparou uma espingarda calibre 12, quase matando o louco.

Do genial Prof. Dierson Ribeiro.